Grupo Unidade Sindical reverte tendência de rebaixamento e garante a maior PLR já paga pela Vale a seus  empregados desde o advento do benefício
Rompemos o paradigma. A reunião desta quinta-feira na sede da Vale entre o RH da empresa e dirigentes do grupo Unidade Sindical já é histórica. Pela primeira vez, desde a adoção do Programa de Participação nos Lucros/Resultados (PLR), ultrapassamos o valor médio do benefício, que mantinha-se congelado entre 4 a 4,5 salários, e o elevamos para 5,6 na base do Sindfer ES/MG, maior que a média nacional, que ficou em 5,5.
Nunca antes na história do movimento sindical da Vale conquistou-se um valor tão significativo de PLR como agora. Mas nada foi por acaso. A conquista dessa PLR histórica está longe de ser uma concessão da empresa.
Foi, na verdade, resultado da capacidade de organização e convencimento dos sindicatos que atuam na Vale, agrupados no movimento Unidade Sindical, que pressionaram e provaram à empresa e ao Conselho de Administração da mineradora a injustiça que consistia no rebaixamento do valor em um cenário de alta produção e lucratividade.
“Se o lucro aumenta e a remuneração aos acionistas aumenta o mesmo tem que acontecer com a PLR dos trabalhadores”, contestou o presidente do Sindfer e coordenador-geral do grupo Unidade Sindical, João Batista. Diante das argumentações do presidente do Sindfer, reafirmadas pelo representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Vale, Paulo Soares, a empresa recuou de sua proposta inicial de 4,5 salários e aceitou um aditivo no acordo elevando a média nacional da PLR para 5,5.
“Mas a luta continua e precisamos romper novos paradigmas”, destacou João Batista, referindo-se à necessidade de se manter as negociações para substituir o modelo de pagamento da PLR de 2012, tendo como referência não só os resultados, mas, também, os lucros, o que já é adotado aos acionistas, além do aumento de piso, teto e exclusão de acidentes para efeito de pontuação.